
Preste atenção – O recado foi dado dentro de casa: o servidor pode ter candidato, pedir voto e fazer campanha, mas só depois de bater o ponto. O promotor Moisés Casarotto, coordenador do Núcleo Eleitoral do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), esteve nesta sexta-feira (10) na Assembleia Legislativa e explicou que usar o expediente para fazer propaganda eleitoral pode tornar a proteção não apenas ao funcionário, mas também ao candidato beneficiado.
Vigilância não falta – Casarotto foi convidado por Alems para uma conversa com os funcionários que, na visão dele, têm colaboração, mesmo que seja para habilidades outras. Ele lembra que as denúncias costumam partir principalmente de adversários adversários. Como currículo o promotor, o fiscal principal de um candidato é o outro candidato. Em ano eleitoral, a vigilância é o que não falta.
Resposta – O deputado federal Beto Pereira rebateu a prefeita Adriane Lopes após nota publicada ontem no Jogo Aberto, em que ela afirmou que ele foi o único parlamentar a não destinar emendas diretamente à Prefeitura de Campo Grande. Beto afirmou que não tem inveja de recursos ao Município, mas disse que tomou essa decisão por considerar a gestão atual ineficiente e incapaz de aplicar corretamente o dinheiro público. Segundo ele, as alterações foram destinadas diretamente a hospitais e entidades da Capital.
farda nova – A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública abriu o bolso para renovar o fardamento. Dois contratos contratados na terça-feira (7) somam R$ 2,39 milhões e têm vigência de um ano. A maior fatia, de R$ 1,77 milhão, ficou com a ROS Confecções Ltda. Outros R$ 616,3 mil serão pagos à Mandala Confecções Ltda. Os extratos não detalham, porém, quais peças serão compradas nem quantos uniformes serão entregues.
Menos e mais – Mato Grosso do Sul registrou queda de 3,6% na produção industrial em maio de 2026, na comparação com o mesmo mês de 2025. O resultado foi o quarto pior entre os 18 locais pesquisados pelo IBGE, atrás do Maranhão, Bahia e Rio Grande do Norte. Apesar da retração mensal na comparação anual, o desempenho acumulado do Estado segue positivo. Entre janeiro e maio de 2026, a indústria de MS cresceu 5,3%, o quarto maior avanço entre os locais pesquisados.
Mais uma pra conta A Justiça Eleitoral levantou o tom contra o deputado estadual e pré-candidato ao governador João Henrique Catan para mandar retirar, em até 24 horas, um vídeo impulsionado contra o governador Eduardo Riedel. O juiz Fernando Bonfim Duque Estrada afirmou que a publicação, batizada de “Trans direita”, teria extrapolado a crítica política, usada montagem para criar uma narrativa de “dissimulação ideológica” e buscada “inflamar ânimos e acirrar extremismos”. Segundo a decisão, Catan gastou entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil para contribuição o conteúdo, que alcançou de 200 mil a 250 mil R$.
Volta às urnas – A prefeita Adriane Lopes (PP) autorizou o afastamento da professora Ivanise Maria Rotta para disputar as eleições de 2026. Servidora efetiva da Reme (Rede Municipal de Educação), Ivanise já comandou a Divisão de Educação para o Trânsito da Agetran e, em 2024, tentou uma vaga na Câmara Municipal como “Professora Ivanise”, mas não se elegeu. A licença vai de 1º de julho a 4 de outubro, conforme as disposições da legislação eleitoral.
De toga nova – Nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o advogado Douglas de Oliveira Santos tomou posse como juiz substituto do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) para o biênio de 2026 a 2028. A cerimônia ocorreu em 8 de julho, no gabinete da presidência da Corte, em Campo Grande. Na função, ele poderá ser convocado para substituir membros titulares em julgamentos e outras atividades do tribunal.
Sem papel – Processo administrativo da Prefeitura aberto há 10 anos, com pilhas de documentos e vários volumes, poderá finalmente deixar a circular de mesa em mesa. O novo decreto permite que os processos físicos dos órgãos da administração municipal passem a tramitar no meio digital, pelo SEI-CG (Sistema Eletrônico de Informações de Campo Grande), sem a necessidade de escanear cada página acumulada ao longo dos anos.
Obsoleto – Só os documentos essenciais para entender o caso e dar continuidade à análise precisam entrar no sistema. Depois da mudança, o processo em papel fica parado e serve apenas para consulta, enquanto toda nova movimentação passa a ocorrer no ambiente digital. A migração não será obrigatória nem imediata para todos os casos e poderá ocorrer aos poucos, conforme a estrutura de cada órgão.