A Justiça de Mato Grosso do Sul decretou, no fim da tarde desta sexta-feira (24), a prisão preventiva de Kauan Henrique Oliveira dos Santos, de 18 anos, investigado pela morte a tiros de Matheus Luiz de Castro Vasconcelos, de 22, em Campo Grande.
A Justiça de Mato Grosso do Sul decretou a prisão preventiva de Kauan Henrique Oliveira dos Santos, 18 anos, investigado pela morte de Matheus Luiz de Castro Vasconcelos, 22, assassinado a tiros na quarta-feira (22) no Bairro Novos Estados, em Campo Grande. O mandato foi emitido às 16h50 de sexta (24) e a defesa fez entrega voluntária. A polícia encontrou motos, capacetes e roupas usadas no crime no Bairro Mata do Jacinto.
Conforme apurado pela reportagem, o juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, assinou o mandato que determina a prisão e o recolhimento do jovem a uma unidade prisional. Até o início da noite, Kauan não havia se apresentado, e a polícia ainda não havia localizado.
Antes da decisão, o advogado que representava o jovem, Wilian Frata, havia informado que aguardava a posição da Justiça para definir se Kauan se apresentaria. A expedição do mandato mudou a estratégia, e a defesa descartou a entrega voluntária. O representante do jovem sustenta que não participou do crime.
O mandato foi emitido às 16h50 desta sexta e tem validade até julho de 2046. O documento vincula a prisão ao processo que apura a morte de Matheus, mas não detalha a participação atribuída ao investigado. A decisão também não apresenta nenhum mandato de elementos reunidos contra Kauan durante uma investigação.
Ó crime – Matheus foi morto por volta das 6h40 de quarta-feira (22), enquanto aguardava um eletricista no quintal da casa que reformava, no Bairro Novos Estados. Dois homens chegaram em uma motocicleta e dispararam contra o empresário, que estava sentado em uma cadeira de fio. Ele tentou correr para o interior do imóvel, mas os tiros o atingiram, e morreu antes da chegada do socorro.
Um pedreiro que trabalhava na residência conto que se abrigou atrás de uma parede ao ouvir os disparos. Segundo a testemunha, os tiros tiveram uma pausa de aproximadamente 30 segundos e recomeçaram logo depois. Peritos colocaram ao menos 13 cápsulas de munição na casa localizada na Rua Itapuã.
A vítima havia comprado o imóvel em janeiro e realizou uma reforma para morar no local com a família. Matheus era natural de Camapuã, e a esposa dele estava grávida de cinco meses. Familiares e conhecidos contaram que o jovem negociava carros e motocicletas.
Moto e roupas – Na manhã de quinta (23), o Batalhão de Choque da PM (Polícia Militar) encontrou uma motocicleta que teria sido usada pelos autores dos disparos. A equipe chegou a uma casa no Bairro Mata do Jacinto depois de receber uma denúncia anônima sobre possíveis envolvidos no crime. Os policiais localizaram o veículo escondido em um dos cômodos.
A motocicleta apresentou sinais de adulteração, e a equipe também encontrou a placa original do veículo. Capacetes e roupas semelhantes aos usados pelos autores não eram imóveis. Nenhum suspeito estava na residência no momento da entrada dos policiais.
A Polícia Científica examinou o endereço, fotografou os objetos e pode recolher vestígios que ajudarão na identificação dos envolvidos. Concluído o trabalho, a equipe encaminhou a motocicleta, a placa, os capacetes e as roupas à Polícia Civil. A pesquisa precisa a motivação, identificar todos os participantes e localizar os dois homens que chegaram à casa da vítima na motocicleta.
Informações iniciais apontaram a possibilidade de ligação entre o crime e empréstimos de dinheiro, mas a Polícia Civil ainda não confirmou a motivação. Matheus já havia sido preso em janeiro de 2025 por disparar oito vezes contra uma borracharia no Bairro Estrela Dalva II.

