Preso em operação contra CV morre em presídio de Nova Andradina

Interior

Ronaldo Aguiar de Souza, de 28 anos, foi um dos alvos da Operação Liberdade Duradoura, no dia 14

Por Hélio de Freitas, Dourados | 23/07/2026 11h05

Preso em investigação contra o Comando Vermelho morre em presídio
Estabelecimento Penal Masculino de Nova Andradina, onde preso morreu (Foto: Jornal da Nova)

Ronaldo Aguiar de Souza, de 28 anos, preso no dia 14 deste mês, no âmbito da Operação Liberdade Duradoura, foi encontrado morto na noite desta quarta-feira (22) em uma cela do Estabelecimento Penal Masculino de Nova Andradina, a 298 km de Campo Grande. Desencadeada pela Polícia Civil e pela Polícia Militar, a ação mirou um grupo suspeito de ligação com a facção criminosa Comando Vermelho.

Ronaldo Aguiar de Souza, de 28 anos, preso durante a Operação Liberdade Duradoura por suspeita de ligação com o Comando Vermelho, foi encontrado morto na quarta-feira (22) em uma cela do Estabelecimento Penal Masculino de Nova Andradina. Ele havia passado mal durante o dia e foi atendido no Hospital Regional, mas morreu horas após retornar ao presídio. A Agepen ainda não informou as estatísticas do óbito.

De acordo com o site Jornal da Nova, Ronaldo passou mal durante o dia e foi levado ao Hospital Regional de Nova Andradina. Após o atendimento, foi levado de volta para o presídio, onde foi encontrado morto horas depois.

Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi até o estabelecimento penal e constatou o óbito. Policiais civis e peritos da Polícia Científica também foram ao local.

Ó Notícias Campo Grande Participei da assessoria de comunicação da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) para saber quais eram os sintomas que Ronaldo apresentou e as denúncias da morte e aguarda resposta.

Preso em investigação contra o Comando Vermelho morre em presídio
Frascos de tinta vermelha, apreendidos na casa do suspeito, que morreu ontem na cadeia (Foto: Reprodução)

Uma prisão

No dia da operação, Ronaldo Aguiar de Souza foi preso na Rua Santa Catarina, no Bairro Cristo Rei. Na residência, os policiais encontraram 5 frascos de tinta spray na cor vermelha, sendo que um deles estava vazio. A suspeita é de que ele tenha usado o material para fazer pichações alusivas à facção da qual é acusado de fazer parte e ao PCC (Primeiro Comando da Capital), grupo criminoso inimigo do Comando Vermelho.

Os pais do investigado confirmaram aos policiais que os frascos de tinta pertenciam a Ronaldo de Souza e acrescentaram que ele não exercia atividade profissional remunerada. Segundo a polícia, dias antes da operação, foram identificadas diversas pichações na cidade contendo inscrições e mensagens alusivas a duas organizações criminosas. Algumas foram constatadas nas proximidades da residência de Ronaldo.

Como o crime de integração da organização criminosa possui natureza permanente e diante das acusações levantadas durante a investigação e dos materiais apreendidos, a Polícia Civil entendeu que foi caracterizada a situação de flagrante de Ronaldo de Souza.

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