Vítima tem hematomas nas costas, peito, pescoço, rosto, nádegas, e segue internada
Por Gustavo Bonotto e Hélio de Freitas, de Dourados | 20/07/2026 20:45
O padrasto de uma menina autista de 6 anos foi preso em Pedro Juan Caballero, município fronteiriço a Ponta Porã, distante 313 quilômetros de Campo Grande, suspeito de agredi-la dentro da casa onde a família mora. A criança deu entrada no Hospital Regional da cidade com diversos ferimentos pelo corpo.
Padrasto está preso em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, suspeito de ter agredido uma menina autista de 6 anos. A criança foi levada ao Hospital Regional com hematomas no corpo. A mãe deixou a filha sob os cuidados do companheiro ao sair para trabalhar. O suspeito compareceu à delegacia após tomar conhecimento da investigação e foi preso por ordem da promotoria. A menina estava em alerta de desaparecimento e permanece internada.
De acordo com as informações divulgadas pela imprensa do país vizinho, a mãe havia saído para trabalhar em um salão de beleza e deixou a filha sob os cuidados do companheiro. Quando voltou para casa, encontrou uma criança machucada e a levou imediatamente para atendimento médico.
Os exames constataram hematomas nas costas, peito, pescoço, rosto e nádegas, além de outras lesões compatíveis com agressões. O estado clínico do paciente levou a equipe do hospital a comunicar o caso às autoridades, que iniciaram uma investigação.
Após tomar conhecimento da apuração, o suspeito compareceu à Delegacia de Polícia de Pedro Juan Caballero. A promotoria expediu a ordem de prisão ainda na noite de sábado (18), e ele permanece à disposição da Justiça paraguaia.
Ainda segundo a imprensa paraguaia, a criança morava em Ponta Porã com a avó paterna, mas estava em Pedro Juan Caballero havia aproximadamente seis meses, depois de ser levada pela mãe. Nesse período, chegou a ser incluído em um alerta de desaparecimento divulgado pelo Departamento de Busca e Localização de Pessoas Desaparecidas do Paraguai, que informou como último local onde havia sido vista a cidade sul-mato-grossense.
O caso mobilizou familiares dos dois lados da fronteira, enquanto a menina permanece internada sob cuidados médicos. Até o momento, as autoridades paraguaias não divulgaram informações sobre a guarda provisória da criança nem sobre a previsão de alta.

