Trabalho vai alinhar atendimento ao que diz a política nacional do Ministério da Saúde
Por Cássia Modena | 07/08/2026 10:31

O fotógrafo Roberto Higaautor de diversas imagens históricas de Mato Grosso do Sul, e o advogado Tiago Pitthanque emocionou o Brasil ao antecipar o próprio velório para participar da despedida comemorando a vida, em Campo Grande, são exemplos de pacientes com indicação de cuidados paliativos. Ambos receberam diagnósticos de câncer terminal.
Mato Grosso do Sul criou um núcleo para implantar cuidados paliativos na rede pública de saúde. A iniciativa da Secretaria Estadual de Saúde prevê formação de equipes especializadas, treinamento de cuidadores e familiares e alinhamento com a Política Nacional de Cuidados Paliativos, publicada pelo Ministério da Saúde em 2024. O objetivo é oferecer tratamento humanizado, reduzir desigualdades regionais e garantir acesso a medicamentos e insumos para pacientes com doenças graves ou crônicas.
Mas cuidados paliativos não são sinônimos de morte próxima. Algumas pessoas também precisam deles para lidar com os sintomas de uma doença grave ou crônica, para manter a qualidade de vida e receber apoio durante todo o tratamento.
Nesta quarta-feira (8), a SES (Secretaria Estadual de Saúde) criou um núcleo para implantar e organizar os cuidados paliativos na rede pública. Estão previstas a formação de equipes de saúde específicas, treinamento de cuidadores e familiares e outras medidas para monitorar o atendimento hoje dado a esses pacientes, principalmente em hospitais, com a Política Nacional de Cuidados Paliativos — norma publicada pelo Ministério da Saúde em 2024.
A expectativa é que os pacientes possam receber um tratamento que minimize as dores, seja integral, mais humanizado e que não tenha que superar a falta de medicamentos e insumos. Outra proposta da política é reduzir a desigualdade na assistência entre diferentes regiões.
Núcleo – No Mato Grosso do Sul, o grupo será formado por um médico paliativista e representantes da Atenção Primária à Saúde, da Assistência Farmacêutica, da Assistência à Saúde, da Saúde Digital e da Regulação estadual.
Eles deverão:
- Organizar uma rede básica e hospitalar para cuidar integralmente de pessoas de todas as idades;
- Participar da definição de critérios de diagnóstico, articular ou cuidado domiciliar;
- Propor estratégias para não faltarem medicamentos e insumos;
- Participar da promoção de ações externas ao tema, articulando formações de equipes de saúde, integrando as equipes multiprofissionais e o uso da teleconsultoria;
- Criar ações educativas sobre cuidados paliativos na sociedade;
- Contribuir no treinamento de familiares e cuidadores de pessoas em tratamento domiciliar.