Duas organizações foram negociações, ficando o melhor valor com a segunda colocada

O Isac apresentou a melhor proposta financeira para administrar o Hospital Regional Dr. José de Simone Netto, em Ponta Porã, com oferta mensal de R$ 8,859 milhões e anual de R$ 106,3 milhões, superando o ISMS. As propostas foram divulgadas no Diário Oficial, após apelo público motivado por questionamento do Ministério Público sobre o contrato prorrogado. O processo ainda terá prazo para recurso antes do resultado final.
O Isac (Instituto Saúde e Cidadania) apresentaram a melhor proposta de preço para administrar o Hospital Regional Dr. José de Simone Netto, localizado em Ponta Porã (MS). Ele defendeu o recebimento do valor mensal de R$ 8.859.405,68 e anual de R$ 106.312.868,15 para a gestão do hospital público do Governo Estadual, enquanto o ISMS (Instituto Social Mais Saúde) apresentou proposta financeira no valor mensal de R$ 9.276.788,50 e valor anual de R$ 111.321.462,00.
Os valores constaram em um dado publicado hoje no Diário Oficial, com a classificação final das duas organizações sociais que chegaram à última etapa do certame, após duas serem desclassificadas. A Secretaria Estadual de Saúde anunciou a abertura de um chamado público após cobrança do Ministério Público sobre a extensão de um contrato celebrado por meio de aditivos.
Segundo a ata da abertura das propostas de preço, realizada ontem, o Isac chegou à etapa final com 101,06 pontos, ficando à frente do ISMS (99 pontos), que até então apresentou melhores pontuações na seleção.
Em duas graças, o TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul) interveio para cobrar mudanças na análise do desempenho das OSs participantes, após ser acionado por Isac, inclusive uma delas no final da semana passada, às vésperas da análise das propostas de preço, o que prejudicou a diferença entre as duas organizações sociais. Com a divulgação das propostas financeiras e a pontuação de cada um dos institutos participantes, agora segue o prazo para recurso, antes do resultado final.
O Estado colocou sob gestão de instituições privadas os hospitais de Ponta Porã, Dourados e Três Lagoas e, no caso do Hospital Regional de Campo Grande, uma empresa fará a administração dos serviços, exceto os de saúdepor meio de uma PPP (Parceria Pública-Privada).