Homem resgatado após 12h de tortura em tribunal do crime

Homem é resgatado após 12 horas sendo torturado em "tribunal do crime"
Envolvidos no crime foram presos em flagrante (Foto: TL Notícias)

Homem que não teve o nome divulgado foi resgatado por equipe da PM (Polícia Militar) após mais de 12 horas em cárcere privado sendo torturado no “tribunal do crime”, na noite de sexta-feira (24), em Três Lagoas, distante 327 quilômetros de Campo Grande. Cinco suspeitos foram presos em flagrante.

Homem foi resgatado pela Polícia Militar após mais de 12 horas em cárcere privado, sendo torturado em um “tribunal do crime” em Três Lagoas, a 327 km de Campo Grande. Cinco suspeitos foram presos em flagrante por sequestro, tortura e associação a organização criminosa. A vítima foi sequestrada ao chegar em Água Clara e acusada de ser informante de facção rival. A Polícia Civil investiga a participação de presidiários que orientavam execuções por telefone.

Segundo a imprensa local, equipes da Rádio Patrulha e da Força Tática foram até o Condomínio Andorinha, Bairro Novo Oeste, após denúncia anônima de uma pessoa mantida presa em um dos apartamentos. Os policiais fizeram a aproximação a pé para evitar que a vítima fosse morta.

Ao chegarem ao imóvel, perceberam que a porta de vidro do local estava entreaberta e visualizaram a vítima cercada por três homens. Ele estava com os punhos amarrados por cadarços e apresentou diversas lesões pelo corpo.

Próximo ao homem, os militares apreenderam uma faca tática com lâmina de 20 centímetros. Inicialmente, a vítima alegou aos policiais que o grupo apenas conversava sobre desentendimentos passados. Contudo, ao ser ouvido a sós, revelou que havia sido sequestrado por volta das 7h daquele dia assim que chegou de Água Clara.

Ele ainda relatou ter sido agredido com pauladas, ameaçado de morte e submetido a tortura psicológica, sendo levado entre apartamentos de dois condomínios (Andorinha e Tuiuiú). Os criminosos foram acusados ​​de atuar como “X-9” (informante) e de ter ligação com uma facção rival.

Os três suspeitos foram presos no local. Na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), a vítima deu detalhes sobre a localização dos outros envolvidos. Os policiais responderam às diligências e prenderam mais dois envolvidos em outro imóvel.

Um dos presos respondeu pena com tornozeleira eletrônica e foi reconhecido pela vítima como um dos agressores diretos. O outro foi apontado como responsável por fazer ameaças usando uma arma de fogo durante o cativeiro. Um dos detidos na ação também foi evadido do sistema prisional.

Os cinco homens foram autuados em flagrante por sequestro, cárcere privado, tortura e integração ou associação a organização criminosa.

A Polícia Civil de Três Lagoas investiga o caso para identificar outros envolvidos e apurar a participação de presidiários do sistema penitenciário local que, segundo o depoimento da vítima, orientavam as ordens de execução por telefone durante o julgamento paralelo.

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