Exposição “Na véspera de dentro” segue em cartaz em Campo Grande

Artistas de Mato Grosso do Sul e outros estados expõem no espaço cultural no MIS

Mostra coletiva de discussão de memória território e meio ambiente até sexta
“Galo que muda de cor do Seu Ilson III”, feito com madeiras naturais de diferentes espécies, por Iuri Dias. (Foto: Reprodução)

A exposição coletiva “Na véspera de dentro” segue aberta para visitação até sexta-feira (24), no espaço do NAUS (Plataforma Sul-mato-grossense de Incentivo à Criação em Artes Visuais), em Campo Grande. A mostra reúne obras de seis artistas de Mato Grosso do Sul e de outros estados, com entrada gratuita. Sob curadoria de Elias de Aquino, a proposta aborda temas como memória, território, meio ambiente e cotidiano por meio de diferentes linguagens das artes visuais.

Exposição coletiva “Na véspera de dentro”, com curadoria de Elias de Aquino, fica aberta até sexta-feira (24) no NAUS, em Campo Grande, com entrada gratuita. A mostra reúne obras de Antonio Junior, Iuri Dias, Ana Reis, Eliane Fraulob, Gabriel Matos e Wendel Fontes, abordando, território e meio ambiente por meio de pintura, fotoperformance, instalação e marchetaria contemporânea.

No cartaz de junho, a exposição reúne trabalhos de Antonio Junior, Iuri Dias, Ana Reis, Eliane Fraulob, Gabriel Matos e Wendel Fontes. As incluem produções, marchetaria contemporânea, fotoperformance, instalação e instruções com objetos do dia a dia, transformando o espaço expositivo em um ambiente de diálogo entre diferentes pesquisas e trajetórias artísticas.

Segundo o curador Elias de Aquino, a proposta foi reunir artistas que explorassem temas ligados ao território, aos afetos e à matéria. A seleção busca ampliar o debate sobre a produção contemporânea desenvolvida no Centro-Oeste e por artistas que mantêm relacionamento com a região.

Mostra coletiva de discussão de memória território e meio ambiente até sexta
A obra “Suas escolhas, nossas consequências”, feita com óleo sobre tela reutilizada, de Antonio Junior. (Foto: Reprodução)

Entre os destaques está o trabalho de Antonio Junior, artista visual e pesquisador radicado em Campo Grande. As pinturas apresentadas surgem de uma pesquisa sobre queimadas em terrenos baldios da cidade. A partir de caminhadas e registros fotográficos, ele retrata resíduos descartados pela população para provocar reflexões sobre abandono urbano e questões ambientais.

Iuri Dias leva à mostra o díptico “Galo que muda de cor do Seu Ilson”. A obra utiliza a técnica da marchetaria com pelo menos 13 espécies de madeira para representar o brilho das penas de um galo e homenagear o sonho de infância do sogro do artista de construir um galinheiro após a aposentadoria.

A artista e professora Ana Reis apresenta “Filtro de Barro (Fé Cega, faca amolada)”, integrante da série “Autoficções de isolamento”. A fotoperformance ressignifica elementos do ambiente doméstico e propõe reflexões sobre vulnerabilidade, gênero e colonialidade por meio de imagens que ocultam o rosto e exploram efeitos de camuflagem.

Natural de Campo Grande e residente no Rio de Janeiro, Eliane Fraulob expõe pela primeira vez na cidade desde que se mudou para outro estado. Nas obras “Pé de Vento” e “Segredo para a Terra”, o artista construiu paisagens inspiradas no cenário e na escrita gestual para tratar de memórias e da crise ambiental.

Mostra coletiva de discussão de memória território e meio ambiente até sexta
No cartaz de junho, a exposição reúne trabalhos de Antonio Junior, Iuri Dias, Ana Reis, Eliane Fraulob, Gabriel Matos e Wendel Fontes. (Foto: Reprodução)

Gabriel Matos participa pela primeira vez de uma exposição em Mato Grosso do Sul. O artista utiliza objetos cotidianos para discutir migração, êxodo rural e afetos. Entre as obras está “Infiltração”, instalação feita com tranças utilizadas em arreios de cavalos, que saem de um filtro de barro rachado, além de uma pamonha produzida com argamassa.

A mostra também reúne pinturas de Wendel Fontes. O artista pesquisa lembranças da infância por meio de cenas que misturam memórias, ficção e cores intensas. As telas apresentam crianças em momentos de introspecção e exploração da relação entre recordações e imaginação.

Source link

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *