Ex-deputado pode estar fora do país, aponta investigação do MPMS
Por Anahi Zurutuza | 24/07/2026 19:32
O nome do ex-deputado estadual Neno Razuk foi enviado à Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal) após o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) levantar suspeitas de que ele tenha deixado o Brasil. Foragido desde que teve a prisão preventiva decretada, no início do mês, Neno ainda não teve o paradeiro localizado.
O ex-deputado estadual Neno Razuk teve o nome enviado à Interpol pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, que suspeita que ele tenha deixado o Brasil após ter uma prisão preventiva decretada. O juiz José Henrique Kaster Franco, da 4ª Vara Criminal de Campo Grande, encaminhou o pedido à Polícia Federal, fundamentado no risco à ordem pública. A prisão está ligada à Operação Sucessão, distinta do processo em que ele já foi condenado por organização criminosa e exploração do jogo do bicho.
O pedido para inclusão na lista vermelha foi apresentado pelo MP esta semana, conforme apurado pelo Notícias Campo Grande. Depois, na decisão encaminhada à Superintendência da PF (Polícia Federal) em Mato Grosso do Sul, o juiz José Henrique Kaster Franco, titular da 4ª Vara Criminal de Campo Grande, reforça que foram levantados nomeados de que o ex-parlamentar pudesse estar fora do país.
Não há informações concretas sobre a localização de Neno. Também não existe confirmação de que ele tenha fugido para o Paraguai ou para qualquer outro país específico.
A inclusão na lista vermelha da Interpol permite que autoridades de outros países sejam alertadas sobre a ordem de prisão e auxiliem na localização do foragido.
A prisão preventiva do ex-deputado estadual Neno Razuk foi decretada antes de 6 de julho de 2026, data em que o juiz oficial pelo processo entrou de férias. A decisão foi fundamentada sem risco à ordem pública.
Conforme apurado pelo Notícias Campo Grande no começo de julho, a decisão não integra a ação penal em que o ex-parlamentar já foi condenado em primeira instância por organização criminosa e exploração do jogo do bicho e assaltos. A ordem foi expedida em outro processo decorrente da Operação Successione.
