Dono do Grupo Dallas nega envolvimento no caso do ouro

Empresa nega apreensão da comunicação, afirma que Valdir Zorzo soube do caso pela imprensa e abriu apuração

Grupo Dallas diz que só soube pela imprensa de ouro de R$ 140 milhões em avião
Aeronave que pertence ao empresário Valdir Zorzo (Foto: DTV 8.1)

O empresário Valdir José Zorzo, proprietário do Grupo Dallas, afirmou pela primeira vez que não autorizou qualquer prática em desacordo com as leis vigentes após sua aeronave ser relacionada à investigação sobre a apreensão de 189,5 quilos de ouro, avaliados em cerca de R$ 140 milhões, na Bolívia. Em nota enviada ao Notícias Campo Grande Nesta segunda-feira (27), a defesa também negou que o avião tenha sido apreendido, afirmou que a aeronave é de uso particular e informou que o empresário determinou uma apuração interna sobre o caso.

O empresário Valdir José Zorzo, dono do Grupo Dallas, negociou qualquer prática ilegal após sua denúncia ser relacionada à apreensão de 189,5 quilos de ouro na Bolívia, avaliados em R$ 140 milhões. A defesa afirmou que o avião não foi percebido e que o empresário não estava a bordo. Zorzo tomou conhecimento do caso pela imprensa e determinou apuração interna. Não há acusação formal contra ele até o momento.

O posicionamento foi divulgado após a repercussão da investigação conduzida pelas autoridades bolivianas, que apuraram um suposto esquema internacional de transporte clandestino de ouro. Segundo a purificação, uma aeronave partindo de Campo Grande, fez escala técnica em Corumbá e foi interceptada no Aeroporto Internacional de Viru Viru, em Santa Cruz de la Sierra. O plano, conforme as investigações, seria levar o minério até São Paulo (SP) e, posteriormente, enviá-lo para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Na nota, a defesa afirma que a aeronave de prefixo PS-ZRZ é de propriedade particular, destinada ao uso do proprietário, e ressalta que Valdir Zorzo não esteve a bordo durante o voo investigado. “Seu proprietário não estava a bordo e não autorizou qualquer prática em desacordo com as leis vigentes”, diz trecho do comunicado.

Grupo Dallas diz que só soube pela imprensa de ouro de R$ 140 milhões em avião
Adrián (de casaco branco) foi preso ao se apresentar como responsável pela carga (Foto: DTV 8.1)

Outro ponto contestado pelo Grupo Dallas é a informação de que a aeronave teria sido informada pelas autoridades bolivianas. “A informação de que a aeronave teria sido apreendida não é verídica. A aeronave encontra-se em território brasileiro e não está sujeita a qualquer medida de apreensão.”

A defesa também afirma que o avião não realiza serviços de fretamento comercial.

“A aeronave de prefixo PS-ZRZ é de propriedade particular, destinada ao uso próprio, e não opera serviços de fretamento comercial.”

Segundo a nota, Valdir Zorzo tomou conhecimento do caso apenas por meio da imprensa e, após a divulgação da investigação, determinou uma purificação interna, além da preservação integral dos registros relacionados à aeronave.

Grupo Dallas diz que só soube pela imprensa de ouro de R$ 140 milhões em avião
Malas onde foram armazenadas como barras de ouro (Foto: DTV 8.1)

“O Sr. Valdir Zorzo tomou conhecimento dos fatos por meio da imprensa e determinou a purificação interna imediata, com preservação integral dos registros e colaboração com as autoridades competentes, no Brasil e no exterior.”

O comunicado acrescenta que o empresário e o Grupo Dallas repudiam qualquer prática ilícita e permanecem à disposição das autoridades para contribuir com o esclarecimento dos fatos.

“O Sr. Valdir Zorzo e o Grupo Dallas repudiam qualquer prática ilícita e colocam-se à disposição das autoridades para o pleno esclarecimento dos fatos.”

Por fim, a empresa informou que, por razão do sigilo das investigações em andamento, voltará a se manifestar apenas no momento oportuno.

Grupo Dallas diz que só soube pela imprensa de ouro de R$ 140 milhões em avião
Parte do ouro apreendido na audição (Foto: DTV 8.1)

Investigação – O caso é investigado pelas autoridades bolivianas desde a madrugada da última quarta-feira (22), quando agentes da Naabol (Navegação Aérea e Aeroportos Bolivianos) identificaram irregularidades durante a inspeção por raio-X de quatro malas transportadas na aeronave. No interior foram encontrados 189,5 quilos de ouro, avaliados em aproximadamente R$ 140 milhões.

Um jovem de 22 anos, identificado como Adrián Lema Roca, apresentou-se como responsável pela carga e teve prisão preventiva decretada por 150 dias. A principal linha de investigação é que ele atuava como “laranja” da organização responsável pelo transporte de minérios.

As autoridades bolivianas também apuraram uma divergência de 21,5 quilos entre a pesagem inicial da carga e a realizada posteriormente na Alfândega, além da utilização de uma autorização aduaneira com QR Code falso. O caso ainda levou à detenção de cinco pessoas, entre os três servidores da Alfândega, que foram libertadas após prestar esclarecimentos e seguirem sendo investigados.

Conforme divulgado pela imprensa boliviana, a empresa Emporio Dorado Sociedad de Responsabilidad Limitada, registrada em La Paz em nome de dois estudantes, também passou a ser investigada por suspeitas de atuar como empresa de fachada para exportação ilegal de ouro destinada à empresa Asian Gold LCC, sediada em Dubai.

Até o momento, não há acusação formal contra Valdir José Zorzo ou contra o Grupo Dallas. A investigação prossegue para identificar a origem do ouro, os responsáveis ​​pela contratação do transporte e a eventual participação de outras pessoas no esquema internacional.

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