Boletim aponta boa qualidade das lavouras e mantém previsão de 11,1 milhões de toneladas
A colheita do milho da segunda safra alcançou 24% da área cultivada em Mato Grosso do Sul, conforme boletim divulgado nesta terça-feira (28) pela Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul).
A colheita do milho da segunda safra em Mato Grosso do Sul atingiu 24% da área cultivada, cerca de 530 mil hectares, segundo a Aprosoja. O ritmo está 7,6 pontos percentuais abaixo do ano anterior devido a chuvas irregulares. A produção estimada é de 11.139 milhões de toneladas em 2.206 milhões de hectares. Aprosoja alerta para riscos de El Niño com chuvas irregulares e granizo nos próximos meses.
O avanço corresponde a aproximadamente 530 mil hectares colhidos. Apesar da evolução dos trabalhos, o ritmo segue 7,6 pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período da safra passada por causa das chuvas irregulares que atingiram o Estado durante o ciclo da cultura.
A região centro apresenta o maior percentual de área colhida, com média de 28%. Em seguida aparecem a região sul, com 26%, enquanto a norte registra apenas 4,2%. A estimativa é de que cerca de 530 mil hectares já tenham passado pelas colheitadeiras.
Mesmo com o atraso na retirada dos grãos, a projeção para a safra foi mantida. A Aprosoja estima cultivo em 2.206 milhões de hectares, produtividade média de 84,2 sacas por hectare e produção de 11.139 milhões de toneladas. O milho ocupa aproximadamente 46% da área destinada ao plantio de soja no Estado, percentual inferior ao observado nos anos anteriores, reflexo da migração de parte das áreas para culturas como sorgo, milheto e pastagens em locais fora da janela ideal de plantio.
As condições das máquinas permaneceram mantidas. O levantamento aponta que 71% das áreas estão em boas condições, 17,9% são normais como regulares e 11,1% apresentam condição ruim. A avaliação considera fatores como influências de previsões, doenças, desenvolvimento das plantas e potencial produtivo.
Entre os produtos das regiões, o Nordeste apresenta o melhor desempenho, com 96,7% dos trabalhos mais comuns do que bons. Já a região centro concentra o maior percentual de áreas em condição ruim, com 23,8%, seguida pela sul-fronteira, com 17,7%.
Segundo o boletim, as chuvas entre cinco e 80 milímetros registradas na última semana ajudaram a recompor a umidade do solo, mas retardaram a colheita em áreas mais úmidas. A expectativa é de aceleração dos trabalhos nos próximos dias, caso as condições climáticas se estabilizem.
Os primeiros resultados de produtividade reforçam o potencial da safra. As áreas já colhidas registraram rendimentos entre 65 e 174 sacas por hectare, o que mantém as perspectivas positivas para a produção estadual.
Para os próximos meses, a Aprosoja recomenda atenção às condições climáticas. O boletim alerta que a atuação de um evento de El Niño mais intenso pode favorecer chuvas irregulares, ventos fortes e episódios localizados em granizo.
