
A interdição atinge quase 300 metros, enquanto os trabalhadores se relacionam com prejuízos nas vendas e risco com fios
Um caminhão enroscou na rede elétrica e entortou dois postes na Avenida das Bandeiras, em Campo Grande, na segunda-feira (20). O motorista parou logo após o acidente e foi embora sem acionar os órgãos responsáveis. O caminho interdito a cerca de 300 metros da via, deixou moradores e comerciantes sem energia e colocou motociclistas em risco. Equipes da Energisa trabalham nos reparos com previsão de conclusão até o fim da tarde.
O motorista do caminhão que enroscou na rede elétrica e entortou dois postes na Avenida das Bandeiras, em Campo Grande, chegou a parar após o acidente, mas foi embora sem acionar os órgãos responsáveis. O estrago deixou moradores e comerciantes sem energia, provocou riscos a motociclistas e interditou quase 300 metros da avenida nesta segunda-feira (20).
O acidente ocorreu nas proximidades do cruzamento com a Rua Maria Garcia, perto da Avenida Fábio Zahran. A interdição começa na Rua Ceres e equipes da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) controlam o fluxo de veículos no local.
Um trabalhador da região, que pediu para não ser identificado, contorno que o caminhão era grande e não deveria circular naquele trecho da avenida. “Quando eu vi, o caminhão já tinha passado e causou todo esse estrago. Era um caminhão bem grande, que nem deveria passar por aqui. Ele parou por cerca de dois minutos, no máximo, e depois foi embora”, relatou.
Segundo a testemunha, o motorista não feriu e o veículo aparentemente não sofreu danos. O prejuízo, porém, ficou para quem trabalha na região. “Quem acabou sendo prejudicado foram os negócios. Agora não temos muito o que fazer, só esperar que a situação seja resolvida”, afirmou.
Equipes da Energisa trabalham na remoção de estruturas danificadas e na instalação de novos postes, que já foram levados até a avenida. Conforme informações repassadas à reportagem no local, os imóveis ligados aos transformadores adaptados precisarão ficar sem energia durante o serviço.
Inicialmente, apenas um transformador seria desligado, mas outros dois também poderão ser desconectados conforme o avanço dos reparos. Cada equipamento pode atender imóveis distribuídos por várias quadras. Ainda não há informação oficial sobre quantos consumidores foram afetados.
A previsão repassada pelas equipes no local é de que os trabalhos sejam concluídos até o fim da tarde desta segunda-feira.
O professor Adriano Assad estava dentro de casa quando ouviu o barulho provocado pelo fundo. “Saí para ver o que tinha acontecido e percebeu que um caminhão passou pela avenida, enroscou nos mistérios e acabou puxando os fios, causando toda essa situação”, contornou.
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Ele trabalha com vendas pela internet e afirma que a falta de energia e de conexão prejudicava diretamente sua rotina. Outros estabelecimentos da região também dependem do fornecimento para manter as atividades.
“Isso atrapalha completamente a nossa rotina. Eu trabalho com vendas pela internet, então ficar sem energia e sem internet prejudica bastante. Aqui também existem empresas que dependem da energia elétrica para funcionar. O prejuízo é para todo o mundo”, disse.
Além da interrupção dos serviços, Adriano destacou o risco provocado por cabos e postes danificados. Conforme o morador, os motociclistas passaram pelo trecho antes da interdição e alguns sofreram acidentes.
“Esses fios caídos podem causar um acidente gravíssimo. A Energisa já havia sido comunicada e a Agetran também esteve aqui, porque vários motociclistas passaram pelo local e alguns quase se machucaram”, relatou.
Segundo o professor, episódios semelhantes são frequentes na avenida, especialmente nos fins de semana, devido à passagem de caminhões, cegonhas e outros veículos altos.
“Eles acabam arrastando a concentração, tanto de energia quanto de internet. Muitas vezes ficamos dias sem iluminação pública. Esperamos que os órgãos responsáveis resolvam a situação e que a prefeitura encontre uma solução definitiva, porque esses acidentes ocorrem com frequência e a população sofre as consequências”, finaliza.