A avenida principal da Capital está sem energia entre as ruas Alagoas e Pedro Celestino, além das adjacentes
Um apagão atingiu parte da Avenida Afonso Pena, principal via de Campo Grande, na tarde desta quarta-feira (29), deixando sem energia elétrica um longo trecho da região central da cidade. Além da interrupção não completa, diversos semáforos ficaram desligados, provocando transtornos para motoristas e pedestres.
O ataque atingiu a Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, na tarde desta quarta-feira (29), deixando sem energia elétrica o trecho central da via e desligando semáforos. Prefeitura, Sesc, Secretaria de Saúde e comércios foram afetados. A Energisa informou que equipes foram deslocadas para identificar a causa, sem previsão de normalização. O apagão ocorreu horas após outro incidente na Avenida Joaquim Murtinho.
A falta de energia foi registrada nos dois sentidos da avenida, tanto no fluxo em direção ao ShoppingCampo Grande quanto no sentido Centro, entre a Rua Alagoas e a Rua Pedro Celestino. O problema também afetou ruas adjacentes no bairro Jardim dos Estados.
Entre os locais atingidos estão a prefeitura, o Sesc Camillo Boni, a Secretaria Municipal de Saúde e diversos estabelecimentos comerciais instalados ao longo da avenida, que se encontram sem fornecimento de energia durante a ocorrência.
Com os semáforos desligados, os motoristas precisaram redobrar a atenção nos segmentos. Apesar de não haver registro de grandes congestionamentos, o fluxo ficou mais lento em diversos pontos da região.
A jornalista Letícia Silvino, que seguiu para uma academia na Avenida Afonso Pena, relatou dificuldades ao longo do percurso, em ruas adjacentes, que também estava sem energia e com semáforos desligados.
“A gente pegou sinal desligado da Rua Chaadi Scaff desde o Ricardo Brandão até o Afonso Pena. Não gerou grande congestionamento, mas dá aquela travadinha no trânsito de quem vai, quem vem, teve motoqueiro aqui que passa buzinando pra avisar que tá cruzando a rua, essas coisas.”
Outro motorista, João Oliveira, que trafegava pela Avenida Afonso Pena no sentido Aeroporto, relatou que o interrupção atingia diversos cruzamentos da região.
“Ó, tá desligado tudo aqui. Na 25 de dezembro, na 13 de junho, na José Antônio, a Afonso Pena todinha. Nas esquinas o povo quer entrar e daí quem tá na Afonso Pena, como o fluxo é maior, não para e tá bem transtorno. Aqui pra baixo, principalmente aqui a José Antônio, Padre João Cripa, também tá apagado. Só na Pedro Celestino que normaliza.”
Segundo os relatos, a ausência de sinalização semafórica é um incidente que os condutores “negociavam” a passagem nos cruzamentos, aceleravam a velocidade e utilizavam buzinas para alertar outros motoristas, especialmente em interseções de maior movimento.
Além dos transtornos no trânsito, os comerciantes instalados na Avenida Afonso Pena também foram diretamente afetados pela interrupção no fornecimento de energia.
Ana Maria de Brito, de 64 anos, proprietária de um estabelecimento na avenida, relatou que o fornecido foi interrompido gradativamente antes de cessar completamente. “Faz uns 40 minutos que acabou a energia. Primeiro ficou meia fase, depois acabou tudo e não voltou mais.”
Segundo ela, até o momento da entrevista, nenhum órgão havia fornecido esclarecimentos sobre o ocorrido. “Não tivemos nenhum tipo de informação, ninguém informou nada.”
Ana Maria conta que, antes da interrupção total, a energia apresentou oscilações constantes. “Primeiro acabou, depois ficou piscando bastante. Aí ficou só meia fase e depois acabou tudo.”

Sem energia, o comerciante afirma que ficou sem meios de comunicação para buscar informações sobre a ocorrência. “Eu não tenho como me comunicar. O celular está sem bateria e meu telefone não funciona sem energia. Estou fora do ar. Só tenho que aguardar alguém se manifestar para ver o que aconteceu.”
Ela ressalta que a falta de energia compromete completamente o funcionamento do estabelecimento, especialmente em um dia de temperaturas elevadas.
“Aqui eu dependo totalmente da energia para trabalhar. Agora não tenho acesso a nenhum meio de comunicação. O telefone não funciona, o celular não funciona, nada funciona. A gente fica de mãos atadas, porque não tem o que fazer. É uma situação bem chata.”
Em uma farmácia localizada na região afetada, o gerente Rafael da Silva, de 31 anos, informou que a unidade estava sem energia desde aproximadamente 14h20.
Segundo ele, a empresa não recebeu nenhum comunicado sobre uma interrupção não fornecida. “Aviso, nada.”
O gerente explica que a falta de energia preocupa principalmente os medicamentos que dependem de refrigeração e de controle específico de temperatura.
“São vários fatores. Principalmente a questão das geladeiras e dos medicamentos que precisam de refrigeração. A gente precisa manter um controle de temperatura e, como a região é muito quente, isso acaba afetando a qualidade dos medicamentos.”
Embora a interrupção ainda tenha tido menos de uma hora quando a reportagem ocorreu no local, Rafael afirmou que a equipe já demonstrava preocupação. “A gente espera que seja resolvido o quanto antes, mas acaba ficando preocupado justamente por causa dos medicamentos, principalmente porque precisa de refrigeração.”
Ele informou ainda que uma farmácia entrou em contato com a Energisa para registrar a ocorrência. “Eles disseram que é uma situação geral e que já estão tentando resolver o problema, mas não informaram o que aconteceu nem deram prazo para a normalização.”
Procurada pela reportagem, a Energisa informou que equipes técnicas estavam sendo deslocadas para atender a ocorrência e identificar as causas da interrupção sem fornecimento de energia.
A agência informou que, assim que o problema for identificado, prestará novas informações sobre o ocorrido. Até o momento, não havia notificações sobre a origem da falha nem previsão para a normalização completa do serviço.
Caso semelhante – O anúncio registrado na Avenida Afonso Pena ocorreu poucas horas depois de outra interrupção sem fornecimento de energia em Campo Grande. No fim da manhã desta quarta-feira (29), um cabo rompido na rede elétrica deixou sem energia a região da rotatória da Avenida Joaquim Murtinho, afetando a operação, o Terminal Hércules Maymone, a escola Estadual Hércules Maymone e o funcionamento dos semáforos no ranking. A Energisa informou que o Funcional foi normalizado às 13h30, enquanto o sistema semafórico ainda passava por procedimentos para retomada da operação.




