Mãe e filha transformam confeitaria em negócio de doces artesanais

Após deixar a CLT, Joyce aposta no empreendedorismo e faz cerca de 1.000 doces por semana

Até Jesus vira doce para quem largou tudo pelo sonho ser empresária
Na doceria de Joyce, até Jesus vira docinho de festa (Foto: Arquivo Pessoal)

Nas mãos de Joyce Miranda, de 44 anos, leite Ninho, pasta americana e muita paciência ganham forma de Jesus, Nossa Senhora, santos e anjos em miniatura. O que começou na cozinha de casa virou um ateliê de personalizados para festas, onde cada detalhe é feito artesanalmente ao lado da filha Isabela, de apenas 12 anos. “Eu sou muito detalhista e muito exigente com as decorações. Não consigo fazer de qualquer maneira. Prefiro ter uma clientela um pouco mais limitada, porque somos só eu e minha filha”, explica.

Até Jesus vira doce para quem largou tudo pelo sonho ser empresária
Há um ano, Joyce largou o emprego e começou a empreender na confeitaria (Foto: Arquivo Pessoal)

Joyce Miranda, de 44 anos, transformou sua cozinha em um ateliê de doces personalizados após deixar o emprego formal em dezembro do ano passado. Com a filha Isabela, de 12 anos, responsável pela pintura artística, a dupla produz até mil docinhos por semana, incluindo versões de Jesus e outros temas inusitados. O negócio cresceu após Joyce investir em cursos de confeitaria e contar com o apoio do marido como principal incentivador.

O negócio começou a ganhar forma no ano passado, quando Joyce decidiu investir em cursos de confeitaria. Foram pelo menos três a quatro especializações até encontrar o caminho que hoje define a marca: os doces personalizados.

“Eu vi uma colega da área e me apaixonei. Pensei: ‘vou fazer curso e você conseguirá fazer igual’. Igual ninguém faz, mas a gente tenta chegar no nível”, conta, rindo. Apesar de também produzirem doces tradicionais e gourmet, são os personalizados que dominam as encomendas.

A parceria com a filha surgiu conforme a demanda aumentada. No início, Joyce conciliou estudos com diferentes trabalhos, passando por motorista de aplicativo, entregadora e até telefonista. Mas foi quando os pedidos foram feitos a crescer que precisavam de ajuda.

Até Jesus vira doce para quem largou tudo pelo sonho ser empresária
Isabella é responsável por dar núcleos aos doces produzidos pela mãe (Foto: Arquivo Pessoal)

“Ela que faz toda a parte de pintura. Cuida do artístico. Eu produzo e ela dá vida. Quando a demanda aumentou, preciso desse socorro dela. Hoje, a gente faz até mil docinhos por semana”, diz.

A decisão de deixar o emprego formal veio em dezembro do ano passado, quando já não consegui conciliar tudo. Entre os pedidos mais marcantes estão os doces com tema religioso, incluindo versões de Jesus. “A gente já fez duas encomendas. Fica tão lindo, tão fofo e realista”, afirma.

Mas nem só de delicadeza vive os desafios. Joyce também já recebeu pedidos inusitados, como um doce inspirado no King Kong. “Esse foi diferente, tive que desenvolver algo exclusivo. Por isso, no meu catálogo tenho a opção de personalizados exclusivos”, explica.

Por trás da mudança de carreira, Joyce destaca o apoio fundamental ao marido, que foi decisivo no processo. “Eu tenho um marido que me apoia em tudo. Ele sempre pergunta: ‘você precisa de quê?’. É meu maior incentivador”, conta.

Source link

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *