Estudo ambiental sobre avaliação do cercamento da Lagoa Itatiaia, no Bairro Tiradentes, em Campo Grande, e reposição da vegetação. Na manhã desta quinta-feira (dia 30), o local recebeu visita técnica da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos).
A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos de Campo Grande realizou visita técnica à Lagoa Itatiaia, no Bairro Tiradentes, para possível avaliar cercamento e orientação de localização. Técnicos elaboram um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas, com análise prevista para um mês. A lagoa, que ocupa 6,02 hectares e é abastecida pela chuva, não extravasa para as ruas durante chuvas fortes.
“A gente está em dúvida se faz cercamento ou não. A lagoa tem o caráter de lazer contemplativo, a população aproveita para fazer caminhadas. Então, talvez se cercar, restringir o acesso, ela perderia essa função social, o que é muito importante. Os elementos naturais da cidade precisam cumprir sua função, não apenas ambientais, mas sociais. Então, a gente veio especificamente para analisar se seria o caso de cercarmos”, afirma Peterson Benitez Aristimunha, engenheiro ambiental da Sisep.
O profissional da Divisão de Meio Ambiente da secretaria elabora um Prada (Plano de Recuperação de Áreas Degradadas e Alteradas) devido a obras públicas. A análise, que deve durar um mês, também mapeia os pontos para melhorar o cenário.
“É possível fazer um enriquecimento com espécies nativas. Ela já tem uma dinâmica bem preservada, bastante vegetação gramínea, arbustiva”, diz Peterson. O entorno tem decks, parquinho e uma base da Guarda Civil Metropolitana.
Quando concluído, o Prada será protocolado na Planurb (Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano). O órgão pode pedir complementação ou aceitar uma proposta. Caso seja validado, a próxima etapa é informar ao MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).
“Eles têm um trabalho bem interessante de olhar para todos os nascentes do município. Por meio do projeto Água para o Futuro. A gente também quer atendê-los, também quer satisfazer essa demanda do Ministério Público. Então quando o órgão de meio ambiente der o ok, a gente começa a fazer as ações. Na verdade, já tem ações de limpeza, de roçada. Essa é uma das áreas que o município já faz essa manutenção”, diz o engenharia ambiental.
Conhecida pela beleza natural, a Lagoa Itatiaia é ponto de migração de aves, uma evidência de que a área está bem preservada.
“Então, diferente de outras áreas, a surpresa foi positiva. O que poderia ser uma manipulação, é a leucena, uma espécie invasora. À primeira vista, você não identifica os fenômenos de leucena, porque faz a roçada”.

A escolha para a visita técnica quinta-feira foi para avaliar esta situação após chuva forte. A constatação foi de que a lagoa não extravasa para as ruas, que ficam alagadas por ser caminho da enxurrada que escoa até o declive.
“O bairro é que está mandando água para a lagoa. Ela é um ponto baixo, mas não está extravasando. Tem algumas obras já contratadas, a gente chama de Complexo Itatiaia, para melhorar essa questão do alagamento. É o bairro que está mandando água para a lagoa e não o contrário”, reforça Peterson.
Contudo, uma área de banhado consegue filtrar os sedimentos, preservando a lagoa. “Aqui, a água um pouco barrenta do bairro é filtrada por essa barreira de vegetação. A enxurrada vai ter que passar por capim nativo, arbustos e gramíneas até chegar ao lago. E isso faz uma função extremamente importante, que é de filtragem de nutrientes e sedimentos. Intuitivamente, eu diria que essa barreira vegetal está filtrando a água de modo que chega com uma qualidade bem melhor na lagoa”.
Abastecido somente pela chuva, o açude urbano ocupa área de 6,02 hectares. A lagoa fica na Bacia do Bandeira, que tem vários córregos, como Cabaça, Portinho Pache e o Lago do Amor.

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal fazer Notícias Campo Grande e siga nossos redes sociais.

