
A operação Conexão Rio Preto, que cumpriu o mandato de busca em Campo Grande nesta quarta-feira (dia 29), acordou saque de R$ 100 milhões em espécie, o dinheiro popular vivo.
A operação Conexão Rio Preto cumpriu mandatos de busca em Campo Grande e outras cidades, identificando saques de R$ 100 milhões em espécie ligada à lavagem de dinheiro do jogo do bicho e vídeo bingo no Rio de Janeiro. As contas investigadas movimentaram R$ 2 bilhões entre 2019 e 2026. A operação, conduzida pela Polícia Federal, foi investigada em 9 prisões preventivas e medidas cautelares contra 18 pessoas físicas e jurídicas.
Segundo o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público de São José do Rio Preto (SP), os suspeitos foram prestados serviço de lavagem de capitais relativos à exploração do jogo do bicho e do vídeo bingo no Rio de Janeiro.
A entrega era por meio de máquinas de pagamento por cartões instalados em bancos, de contas de empresas de fachada e de saques fracionados em espécie. As contas examinadas movimentaram, entre janeiro de 2019 e março de 2026, cerca de R$ 2 bilhões, entre créditos e débitos.
A 1ª Vara Criminal da Comarca de São José do Rio Preto deferiu medidas cautelares patrimoniais que atingem 18 pessoas físicas e jurídicas, com sequestro de bens e ativos, bloqueio de valores em contas bancárias, indisponibilidade de criptoativos e constrição de veículos, até o teto de R$ 2 bilhões.
A operação, liderada pela PF (Polícia Federal) de São José do Rio Preto, cumpriu 9 mandados de prisão preventiva. Os 11 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em São José do Rio Preto (SP), Guapimirim (RJ), Rio de Janeiro (RJ) e Campo Grande (MS).

O nome da operação faz referência à conexão entre os dois polos de apuração: a arrecadação do jogo, no Rio de Janeiro, e a integração do dinheiro em São José do Rio Preto, onde o produto do serviço financeiro teria sido convertido em patrimônio de aparência lícita no setor da construção civil.
Participaram da investigação e do cumprimento dos mandatos 88 policiais federais e quatro promotores de Justiça. São investigados os crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
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