
O crime ocorreu no dia 20 e deixou a gestante ferida; uma testemunha privada dos suspeitos
Os dois homens mortos durante a abordagem do Batalhão de Choque, em Ivinhema, são apontados como autores da execução de Jean Marlon Conceição da Silva, de 28 anos, conhecido como “Zoi”. O homicídio foi traição no dia 20 de julho e deixou uma gestante de 19 anos ferida. Detalhes da ação policial foram divulgados em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (27).
Dois homens morreram durante a abordagem do Batalhão de Choque em Ivinhema e são apontados como autores da execução de Jean Marlon Conceição da Silva, de 28 anos, ocorrida em 20 de julho. Lucas Maciel Nunes, 21 anos, teria sido atirado contra policiais ao ser localizado no fundo de uma residência. André da Silva de Andrade Gama, 22 anos, foi baleado ao sair do imóvel e morreu no hospital. Ambos possuíam extensa ficha criminal.
Conforme o comandante do Batalhão de Choque, major Cleyton da Silva Santos, neste domingo (26) equipes realizaram patrulha quando encontraram Lucas Maciel Nunes, de 21 anos, conhecido como “Luquinha”, fazendo uso de entorpecentes em frente a uma residência.
Segundo o comandante, ao saber da polícia, o suspeito fugiu para dentro do imóvel e desobedeceu à ordem de parada. Os policiais entraram na casa e se localizaram no fundo do terreno.
“Ele estava escondido atrás de uma árvore, com um revólver calibre 38, e disparos efetuosos contra a equipe”, afirmou o major. Ainda conforme o relato, diante da situação, os policiais reagiram. “A equipe teve que repelir uma agressão injusta e acabou alvejando o indivíduo”, disse.
O segundo suspeito, André da Silva de Andrade Gama, de 22 anos, conhecido como “Jamaica”, foi encontrado dentro da residência, sentado e acordado no celular. Após receber ordem para sair, ele foi para fora do imóvel. Imagens de câmera de segurança mostram o momento em que o homem pede “piedade” aos policiais.
“Quando ele está saindo, o policial pede para mostrar as mãos. Em determinado momento, o agente afirma que ele está armado e realiza dois tiros. O suspeito não cai, continua em movimento, e o policial segue dando ordens. Quando ele volta a mostrar as mãos, são feitos mais dois tiros e ele cai”, detalhou o comandante.
De acordo com o major, André chegou a ser socorrido com sinais estranhos, mas morreu após dar entrada no hospital. A região atingida pelos disparos não foi informada. “A gente não teve acesso ao corpo depois. Após o socorro, ele foi levado ao hospital e, posteriormente, encaminhado para a perícia”, explicou.
“Jamaica” já era conhecido no meio policial e tinha extensa ficha criminal, com passagens por roubo majorado com uso de arma de fogo e restrição de vítima, além de resposta por sete casos de tráfico de drogas. Também houve registros de ameaça, lesão corporal, violência doméstica, corrupção de adolescentes e um caso de aborto.
Segundo o comandante, uma testemunha havia identificado André como autor da execução de Jean Marlon. Após o confronto, a mesma pessoa também assistiu “Luquinha” como o segundo envolvido no crime, que estaria na garupa da motocicleta usada na ação.
Lucas também possuía histórico criminal, com registros de 4 furtos, roubos à mão armada, com privação de liberdade da vítima, lesões corporais, ameaças, violência doméstica, porte de entorpecentes e corrupção de adolescentes.