Crateras na ciclovia de Campo Grande forçam desvios

Crateras reaparecem na ciclovia Wilson Paes e moradores criticam recorrência
Cratera na ciclovia Wilson Paes de Barros, utilizada como depósito de lixo. (Foto: Inez Nazira)

A ciclovia da Avenida Wilson Paes de Barros, no Bairro Santa Emília, em Campo Grande, voltou a apresentar problemas de infraestrutura. Duas crateras abertas no trecho obrigam os ciclistas a deixar a pista exclusiva e seguir pela via específica aos veículos. Segundo usuários, os buracos surgiram nesta semana, mas não é a primeira vez que o problema ocorre no local.

Duas crateras abertas na ciclovia da Avenida Wilson Paes de Barros, no bairro Santa Emília, em Campo Grande, obrigam os ciclistas a trafegar pela via de veículos. Um dos buracos virou ponto de descarte irregular de lixo. A Sisep acordos solapamentos na orientação pluvial e soluções científicas, considerando o lençol freático raso da região. Enquanto isso, uma sinalização de segurança foi reforçada no local.

Em outras graças, as crateras apareceram em pontos diferentes da ciclovia e foram fechadas posteriormente. Agora, um dos buracos passou a ser utilizado como ponto de descarte irregular de lixo, agravando a situação. Além do risco de acidentes, quem utiliza o trajeto relata dificuldades para seguir o percurso e critica a recorrência do problema.

O vigilante Donizete Luiz Silva, de 55 anos, conta que precisou empurrar o triciclo pela pista de veículos para conseguir passar. Morador da Vila Popular, ele costuma usar a ciclovia quando visita a irmã, que mora em Caiobá.

“Eu não moro aqui na região, moro na Vila Popular, mas tenho uma irmã que mora no Caiobá. Sempre que venho visitá-la, passo por esse trecho da ciclovia. Dessa vez, por causa do buraco, tive que sair da ciclovia e empurrar o triciclo para a pista de veículos, porque não tinha como passar”, comenta.

Segundo ele, esta é a segunda vez que o problema ocorre neste ano. Donizete afirma que, em outra ocasião, o sobrinho, que também utiliza bicicleta elétrica, precisou fazer o mesmo desvio. Para ele, a situação aumenta o risco de acidentes.

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“O problema é que a gente precisa entrar em uma via com bastante movimento, o que aumenta o risco de acidente. Aí tem que seguir bem devagar, sempre na beira da pista, porque não dá para ocupar a faixa dos carros”, apontou.

Um morador da região, servidor público e policial que prefere não se identificar, afirma que o problema já ocorreu anteriormente em outro ponto da ciclovia e atribui a situação à falta de escoamento de água.

“Na primeira vez que isso aconteceu foi por causa da água, que não tinha para onde escoar e acabou abrindo o buraco. Desta vez, acredito que seja o mesmo problema. O complicado é que a gente precisa desviar, indo pela rua ou até pelo mato. Costumo passar por aqui todos os dias e está bem difícil”, relata.

Crateras reaparecem na ciclovia Wilson Paes e moradores criticam recorrência
Uma das crateras está interditada, com placa de atenção para o trânsito impedido. (Foto: Inez Nazira)

A ciclovia integra um projeto de mobilidade urbana que prevê 11 quilômetros de extensão. Desse total, cerca de 9 quilômetros já foram implantados. A trajetória liga bairros como Nova Campo Grande, São Conrado e Santa Emília ao Polo Empresarial.

Procurada pela reportagem, a Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) informou que realizou uma vistoria técnica no trecho da Avenida Wilson Paes de Barros, onde foram identificados dois pontos de solapamento na rede de drenagem pluvial, que resultaram na interdição parcial da ciclovia.

Segundo a pasta, a vistoria contou com a participação do secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, André Brandão, a equipe técnica do Sisep e representantes da empresa responsável pela obra, para avaliar a melhor alternativa de recuperação do trecho.

A secretaria explicou que a região possui um raso freático flexível, condição que exige uma avaliação criteriosa sobre o momento e o método de intervenção. Entre as alternativas comprovadas está aguardando o rebaixamento natural do lençol freático antes da execução do reparo definitivo, com o objetivo de garantir mais segurança e qualidade aos serviços.

Embora a solução definitiva não esteja definida, a Prefeitura informou que está reforçando a sinalização de segurança no local, inicialmente instalada pela empresa executora da obra, para orientar pedestres, ciclistas e motoristas. O Sisep acrescentou que acompanha a situação e divulgará os próximos encaminhamentos assim que a solução técnica for definida.

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