Reforma diminuiu a área de vendas entre 40 e 50%, redistribuiu prateleiras e repaginou o local
Tempos depois de Ao anunciar a maior crise financeira da história e até demitir parte dos funcionários, a unidade das Americanas da Rua Marechal Rondon foi repaginada e perdeu entre 40% e 50% do espaço da área de vendas.
Ponto histórico de Campo Grande, a loja foi considerada por anos o principal comércio da região do Centro e até hoje é símbolo de memórias vívidas pelos mais jovens e, especialmente, entre moradores de mais idade. Agora, apesar do espaço reduzido, o comércio dá sinais de saída da instabilidade.
“Lembro da época que tinha a lanchonete na loja. O pessoal já era só para passear e comer alguma coisa. Foi muito triste quando a gente viu que a loja ficou uma paradeira, quase sem produtos e com o povo sendo mandado embora”, comenta a diarista Elizabeth Alves, de 59 anos.
Para ela, os acusados são de retomar o lugar em que ela frequentou tantas vezes na juventude. “Parece que agora está até mais cheio, tem mais gente comprando e mais pessoal pra atender”, pontua.
O Lado B esteve na loja e constatou que a redistribuição das prateleiras compensou a redução da área útil, o que deixou o ambiente mais compacto e com sensação de maior movimento, tanto de clientes quanto de produtos.
O espaço continuou ocupando o quarteirão entre as ruas Marechal Rondon e Dom Aquino, mas ficou visivelmente mais estreito. Apesar de menor, a loja continua a oferecer as principais categorias que marcaram a história do local, como bomboniere, alimentos, bebidas, higiene pessoal e brinquedos.
Na loja, a aposta ainda são os combos de produtos, que incluem itens como duas caixas de chocolate por R$ 11,99, quatro chocolates da Kit Kat a R$ 10, duas barras de chocolate recheadas por R$ 12,99 e kit shampoo e condicionador da Pantene a R$ 26,99.
Em março deste ano, a Americanas informou que não faria mais fechamento massivo de lojas no Brasil e que usaria as unidades como pontos de entrega, após concluir a reestruturação e pedir saída da recuperação judicial. Atualmente, a Americanas mantém 29 lojas no Estado, sendo quatro em Campo Grande.
A estratégia incluiu estabelecer cerca de 1.470 lojas e retomar clientes, enquanto a empresa ainda acumulava dívida estimada em R$ 30 milhões com fornecedores em Mato Grosso do Sul, equipamentos em fornecedores e serviços como energia e internet.
Crise – O marco foi em 11 de janeiro de 2023, quando a empresa registrou “inconsistências contábeis” que somavam R$ 20 bilhões, inicialmente. Logo depois, o valor mais que dobrou, chegando a R$ 43 bilhões. No mesmo ano, a Justiça carioca aceitou o pedido de recuperação judicial da rede.
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