Energisa remove 450m de cabos clandestinos em Campo Grande

Conforme o boletim de ocorrência, registrado pela expedição, foram retirados 450 metros de fios

Operação apreende R$ 10 mil em compostos usados ​​em "gato" de energia em comunidade
Fiação clandestina flagrada pela operação nesta quinta-feira (Foto: Victória Costacurta)

A estrutura usada para abastecer clandestinamente cerca de 200 famílias da Comunidade Agrovila Campão, em Campo Grande, foi avaliada em aproximadamente R$ 10 mil. O valor consta no boletim de ocorrência registrado pela Energisa após a operação que desativou as ligações irregulares de energia na manhã desta quinta-feira (23). Ao todo, as equipes da entrega encontraram cerca de 450 metros de cabos usados ​​nos chamados “gatos”.

A Energisa desativou ligações clandestinas de energia na Comunidade Agrovila Campão, em Campo Grande, que abasteceu cerca de 200 famílias. Foram coletados 450 metros de cabos avaliados em R$ 10 mil, e o caso foi registrado como furto de energia. Moradores reivindicam ter comprado as fibras e cobrar a regularização do serviço. A supervisão de alegações de riscos de acidentes e exige endereço formal para instalação de ligações individuais.

Conforme o registro, funcionários do setor de combate a perdas da denúncia encontraram diversas ligações clandestinas em imóveis da ocupação instalada às margens da BR-262, na região do Núcleo Industrial. Os cabos foram conectados diretamente à rede de distribuição de energia e foram retirados durante a operação.

Ainda segundo o boletim, toda a concentração recolhida foi apresentada à polícia e avaliada em aproximadamente R$ 10 mil. O material será destinado à entrega. O caso foi registrado como furto de energia.

A retirada das ligações ocorreu com o apoio da Polícia Militar e mobilizou moradores da comunidade, que acompanharam a operação. Apesar da tensão, não houve registro de confronto nem bloqueio da rodovia.

Operação apreende R$ 10 mil em compostos usados ​​em "gato" de energia em comunidade
Funcionários da Energisa no local (Foto: Victória Costacurta)

A Agrovila Campão está instalada na área há cerca de quatro anos e, segundo as lideranças locais, reúne mais de 200 famílias. Durante a ação, moradores contaram que a energia abastecia as residências e também era utilizada para acionar bombas responsáveis ​​pela coleta de água dos poços, deixando a comunidade sem abastecimento após o desligamento.

À reportagem, o líder da ocupação, Jonas Lima Vieira, afirmou que os próprios moradores arrecadaram dinheiro para comprar a utilidade nas ligações improvisadas. Segundo ele, as famílias regularizaram a irregularidade, mas cobram uma alternativa para regularizar ou fornecer energia.

“Ninguém está se recusando a pagar pela energia. A gente só quer que eles coloquem um padrão social e forneçam energia para nós”, disse na ocasião.

Os moradores afirmaram que já procuraram vereadores, deputados e representantes da prefeitura em busca de uma solução. Conforme a comunidade, a entrega exige endereço formal e regularização da área para instalação de ligações individuais.

Em nota divulgada após a operação, a Energisa informou que o objetivo da ação era retirar ligações clandestinas que colocavam em risco a segurança dos moradores. A empresa afirmou que redes irregulares instaladas são sem critérios técnicos, aumentando as chances de choques elétricos, incêndios e acidentes fatais, além de comprometer a qualidade do fornecimento para consumidores regulares.

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