Para quem é de MS e compra de produtos “do outro lado”, medida adicional de segurança contra falsificações
Por Anahi Zurutuza | 22/07/2026 19:51

O Paraguai passou a exigir identificação individual em medicamentos que contenham tirzepatida, substância presente em produtos usados no tratamento do diabetes e também procurada para emagrecer. O objetivo é permitir a conferência da origem de cada unidade e dificultar falsificações, adulterações e a circulação de produtos sem procedência.
O Paraguai passou a exigir identificação individual em medicamentos com tirzepatida, substância usada no tratamento do diabetes e para emagrecer. A Resolução nº 91/2026 da Dinavisa obriga os fabricantes a incluir códigos GTIN, DataMatrix ou QR Code nas embalagens, permitindo rastrear origem e proteção. A medida impacta Mato Grosso do Sul, especialmente cidades de fronteira como Ponta Porã, onde os brasileiros têm acesso fácil ao comércio paraguaio.
A mudança tem repercussão direta em Mato Grosso do Sul, que mantém extensa faixa de fronteira com país ou vizinho. Em cidades como Ponta Porã, separadas por Pedro Juan Caballero apenas por ruas e avenidas, os consumidores brasileiros têm fácil acesso ao comércio paraguaio, inclusive farmácias e drogarias.
A obrigatoriedade foi estabelecida pela Resolução nº 91/2026 da Dinavisa (Direção Nacional de Vigilância Sanitária do Paraguai). A norma determina que fabricantes e importadores incluam um sistema de identidade unitária nas embalagens primárias ou secundárias dos medicamentos à base de tirzepatida.
A identificação poderá ser feita por código GTIN (Global Trade Item Number), DataMatrix ou QR Code. O mecanismo permite considerar cada unidade e vinculá-la ao respectivo lote de fabricação, ampliando a rastreabilidade do produto.
Em uma publicação nas redes sociais, a vigilância sanitária paraguaia mostrou o sistema aplicado à embalagem do Tirzec, medicamento injetável à base de tirzepatida.
A Dinavisa orienta que os medicamentos sejam adquiridos apenas em farmácias autorizadas. O órgão alerta que produtos vendidos informalmente podem ser adulterados, não apresentam eficácia esperada ou provocam reações adversas.
Com o novo sistema, a fiscalização paraguaia pretende acompanhar a origem, o destino e as danos de cada unidade comercializada.