
A colheita do milho da segunda safra alcançou 15,8% da área cultivada em Mato Grosso do Sul até 17 de julho, conforme boletim divulgado nesta terça-feira pela Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul).
A colheita do milho da segunda safra em Mato Grosso do Sul atingiu 15,8% da área cultivada até 17 de julho, equivalente a 349 mil hectares, com avanço de 7,6 pontos percentuais em relação à semana anterior, segundo a Aprosoja. O ritmo ainda está 4,3 pontos abaixo do registrado na safra passada, devido às chuvas no início da colheita. A estimativa de produção foi mantida em 11.139 milhões de toneladas.
O índice representa cerca de 349 mil hectares colhidos e mostra avanço de 7,6 pontos percentuais em relação à semana anterior, quando os trabalhos atingiram 8,2% da área. Apesar da melhora, o ritmo permanece 4,3 pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período da safra passada.
A entidade atribuiu o atraso principalmente ao volume elevado de chuvas registrado no início da colheita nos principais municípios produtores. Com a chegada da segunda quinzena de julho, os produtores intensificaram as exportações e aproveitaram os períodos de julho tempo seco e menor umidade para ampliar o ritmo da retirada dos grãos.
Entre as macrorregiões acompanhadas, a liderança é o avanço da colheita, com média de 17,5% da área já colhida. Na sequência aparece a região centro, com 16,9%, enquanto o norte registra apenas 3%, o menor índice do Estado.
A estimativa para a safra foi mantida. A previsão é de cultivo em 2.206 milhões de hectares, produtividade média de 84,2 sacas por hectare e produção de 11.139 milhões de toneladas. O milho ocupa aproximadamente 46% da área destinada à soja em Mato Grosso do Sul, percentual inferior aos 75% registrados em anos anteriores. Segundo a entidade, a redução decorre da migração de áreas semeadas fora da janela mais favorável para culturas como sorgo, milheto e pastagens, que apresentam menor exposição aos riscos climáticos.
As condições das atividades permaneceram praticamente razoáveis. O levantamento aponta que 71% das áreas estão em boas condições, 17,9% foram normais como regulares e 11% como ruínas. A avaliação considera aspectos como presença de previsões, doenças, desenvolvimento das plantas e potencial produtivo.
O cenário varia entre as regiões produtoras. O Nordeste apresenta o melhor desempenho, com 96,7% das tarefas mais comuns do que boas. Na outra ponta, a região centro reúne o maior percentual de áreas em condição ruim, com 23,8%, seguida pela sul-fronteira, com 17,7%.
Mesmo com o atraso da colheita, os primeiros resultados são considerados positivos. A Aprosoja informa que as áreas já colhidas registram produtividades entre 70 e 140 sacas por hectare, o que reforça o potencial produtivo da safra e sustenta a estimativa estadual de produção.
Para as próximas semanas, a recomendação é manter atenção às condições climáticas. O boletim aponta que a atuação de um El Niño de forte intensidade pode favorecer chuvas irregulares, ventos fortes e episódios localizados no granizo.