Luciana Gracie transforma doença em terapia nas feiras

Diagnosticada com uma doença autoimune, Luciana supera desafios e recomeça em uma nova profissão

Após 1 ano na cadeira de rodas, professora se viu feliz nas feiras
Luciana Gracie, professora e feirante. (Foto: Thailla Torres)

A rotina de montar uma barraca, atender clientes e passar horas parecia cansativa até para a professora de Educação A física Luciana Gracie, de 51 anos, mas hoje é uma das suas maiores alegrias, mesmo que o desafio ainda não seja fácil. O que pouca gente sabe é que as feiras viraram parte do tratamento que ajudou a recuperar a qualidade de vida após enfrentar uma doença autoimune que deixou um ano e meio em uma cadeira de rodas.

Diagnosticada com espondilite anquilosante em 2022, a professora de Educação Física Luciana Gracie, de 51 anos, ficou um ano e meio em cadeira de rodas. Após superar as limitações da doença autoimune, ela encontrou nas feiras de Campo Grande uma terapia e uma nova vocação. Hoje, sua marca de semijoias Luciana Gracie Designer está presente em diversos eventos da cidade, e ela afirma que a experiência transformou sua forma de encarar a vida.

Diagnosticada com espondilite anquilosante em 2022, Luciana viu uma vida mudar completamente. Uma doença que provoca inflamações nas articulações, causa dores intensas, perda de mobilidade e pode comprometer órgãos como coração, pulmões e olhos. Sem cura, o tratamento busca controlar a progressão da doença.

Antes do diagnóstico, a professora levava uma rotina intensa.

“Foi bem complicado aceitar a minha nova condição. Eu jogava capoeira, nadava, fazia musculação, fora que eu tenho especialização em personal trainer para população especial e, de repente, eu passei a fazer parte dessa população.”, conta.

Nas feiras, ela encontrou motivação para seguir em frente e acredita que a experiência mudou completamente sua forma de enxergar a vida.

“Eu levo uma semana para me recuperar, mas mesmo assim eu não tenho a menor intenção de parar de fazer feira. Esse trabalho que eu faço é uma terapia, isso aqui me dá forças todos os dias. Acho que encaro qualquer coisa pelo fato de eu ter ficado na cadeira de rodas por um ano e meio, eu não quero e não vou voltar para lá.”, afirma.

Após 1 ano na cadeira de rodas, professora se viu feliz nas feiras
Professora passa por diagnóstico e se encontra em uma nova profissão. (Foto: Thailla Torres)

Apesar de produzir semijoias desde 2009, Luciana vende apenas para amigos e pela internet. A virada aconteceu quando conheceu a Feira Ziriguidum, em maio, onde se apaixonou pelo ambiente acolhedor e descontraído, e descobriu sua verdadeira vocação.

“Eu descobri que eu nasci pra ser feirante, só não sabia ainda”, explica.

Hoje, a marca Luciana Gracie Designer passou por fases de renovação, ganhou novas embalagens e maiores investimentos nas produções. Além disso, participe de diversos eventos em Campo Grande, como a Feira Ziriguidum, a Feira Obá, a Feira Baobá, a feira livre realizada às quintas-feiras no Bairro Rita Vieira, e estreou sua participação na Feira da Mata do Jacinto, que estreou no sábado (18).

Mesmo convivendo diariamente com uma doença crônica, Luciana mantém o otimismo e destaca que se transformou como pessoa a partir do diagnóstico.

“Tem dias que eu não vou dizer pra você que não dói, mas enquanto Deus me der força, eu vou estar aqui. Tudo tem um propósito na nossa vida, e quando você passa por uma situação dessa, você olha a dor do outro com outro aspecto, você olha de dentro, é diferente!”, finaliza.

Contato com Luciana é pelo Instagram



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